sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Ford Ka: Review + Vídeo




Desenho do "Novo Ka" lançado na linha 2015, deve ganhar facelift em 2018
Desde que foi lançado em 2015, o Ka me chamava a atenção pelo seu design. Não tem nada de ousado ou inovador, mas me cativava de certa forma. Passado pouco mais de 3 anos do lançamento, finalmente tive o prazer de passar um período consideravel com ele.

Primeiro contato com o Novo Ka já impressiona pela chave, que enche os olhos. Praticamente a mesma do Fusion. Um detalhe curioso: Nem o New Fiesta, que custa mais caro, tem essa chave. 



Ao destrancar o carro e abrir a porta, a situação muda completamente. Todo o requinte cai por terra, ao se deparar com vidros elétricos apenas nas portas da frente e o puxador interno simples. Puxador pintado e vidro elétrico traseiro? Só na versão top de linha SEL.

O acabamento geral é honesto. Aparentemente de boa qualidade e bonito de ver, com a moldura do rádio pintado e o acabamento do volante pintado em prata, preto brilhante nas versões sedan. Não tem a simplicidade monocromática escura e cheia de rebarbas do New Fiesta. 

O painel de instrumentos é bem simples, com relógios pequenos e com alguns vacilos como a falta de relógio marcador de temperatura e de computador de bordo (presente apenas na versão SEL). 

Falta simplicidade nos comandos do rádio. Acabamento prateado agrada.


O rádio da versão SE Plus não conta com o suporte de celular, presente na básica SE. Mas conta com o sistema SYNC dotada de uma tela central e comandos do rádio no volante. Ele não é tão intuitivo, mas nada que em pouco tempo a gente não aprenda. O rádio SYNC ainda tem comandos de voz e sistema de chamada de emergência, onde ele liga de um celular conectado no Bluetooth para o SAMU caso haja algum acidente com o veículo. 

Comandos do ar dotados de recirculador eletrônico. Abaixo a conexão USB do sistema de áudio SYNC
O ar condicionado possui uma função "max", para funcionar na máxima eficiência do sistema. O sistema funciona bem, mais nada que surpreenda. Abaixo dos comandos de ventilação, uma bandeja emborrachada, ideal para colocar aparelhos celulares ou qualquer outra coisa mais sensível, que evita que faça barulho ou danifique os objetos durante a viagem.

Bancos: Dois tons e costura branca
Os bancos são bonitos e possuem tecidos que aparentam boa qualidade. Com bom apoio e abas na lateral, ele veste o motorista. Falta uma regulagem de altura, é verdade. Atrás, o espaço para as pernas é bom para um carro dessa categoria. Novamente, muito melhor que no New Fiesta. O banco possui três apoios de cabeça e cinto de três pontos para todos os ocupantes. Além do sistema ISOFIX para cadeirinha infantil.

O porta malas pode ser aberto na bela chave canivete ou pela abertura interna. Ao levantar a tampa, o acabamento de carpete nas caixas de roda passam boa impressão e os 257 litros de capacidade parecem razoáveis pela proposta do carro. O único problema que eu encontrei foi a tampa, que não se fecha sem aplicar uma quantidade significativa de força. O que não me parece muito normal. 

O motor, é o mais potente dos 1.0, sem contar os dotados de turbina. Com 85 cv no etanol. Na pratica, se resume a um carro gostoso de tocar na cidade. Dirigindo vazio, sem nenhum passageiro e com muita "ousadia", o Kazinho canta pneu até de terceira marcha. 

Painel de instrumentos do Ka com o marcador de combustível "Made in Itu"
Mesmo sem a presença do computador de bordo (nas versões SE e SP Plus), a impressão de que se tem, é que o carro é economico, pois o ponteiro do "gigante" marcador de combustível se mexe bem devagar.

A suspensão é bem calibrada. É macia. Suave. Filtra bem as irregularidades da estrada e ainda tem uma pegada "esportiva" desenhando as curvas e firme, passando boa dose de segurança. O motor rende bem em altas rotações também. Os pedais são leves. A direção tem regulagem em altura, assistência elétrica e progressiva auxilia nas manobras na cidade e da confiança nas rodovias. 

Cockpit agradável do Ford Ka
Dá pra se divertir bastante em estradas mais fechadas. Só não fica melhor porque o câmbio tem engates macios, mas nem sempre certeiros numa troca mais esportiva. 

Esse conjunto é bem interessante para usar no dia a dia. O carro de entrada da Ford tem algumas mancadas, mas muitas qualidades.

Segue abaixo o vídeo que gravei com o Ford Ka em trecho urbano.


Por enquanto, é isso

Abraço,

Diego Tribst